Legado Material
Casa Bertarello
Estábulo
Casa Colognesi
Capela de São Miguel
Piso de madeira da Prefeitura de Bento Gonçalves
1ª Casa em Casca
Casa comercial na Linha Colombo
Construída: entre 1905 e 1906 por Ângelo Dall´Acqua por encomenda de Antônio Josué De Maman. A partir de 1926 e até 1944 passou a ser habitada por José Astolfi e Itália Dall´Acqua, que administravam a loja da Cooperativa Dona Cândida que se situava no andar térreo. Data da foto: 1926 Medidas da casa: 10 x 13 metros e anexo de 6 x 6 metros Detalhes: Construída em madeira e originalmente com telhado de “scandole” Observação: Casa não existe mais. Era uma casa grande, com seis quartos no andar de cima. Em baixo a loja, o escritório, a sala de refeições. A cozinha era separada, mas ligada a casa por um corredor. Só que em matéria de comodidades como hoje as conhecemos, não havia quase nada: não havia luz elétrica, a água era tirada do poço, a roupa era lavada no arroio ou no tanque dos vizinhos, que nem eram tão vizinhos.
Dentro do projeto sobre casas de nossa história, produzimos uma maquete em escala 1:25 desta construção. Você pode ver um vídeo explicativo acessando a seção vídeos.
2ª Casa em Casca
Casa Busato em Casca
Cumieira da Prefeitura de Guaporé
Igreja Matriz de Casca
Altar da Igreja Matriz de Paraí
Grupo Escolar em Casca
Anotações feitas por Ângelo em seus diários que foram publicados no livro “Diários de um Imigrante”.
Abril - 1938
19 – Apenas chegado, como eu devia falar a respeito com o Sr. Francisco Guerreiro, prefeito municipal, e como a hora era imprópria para uma audiência particular, do Hotel Bela Vista, solicitei-lhe por telefone uma audiência de poucos minutos, ao que me respondeu que fosse imediatamente. – Não me fiz esperar, em dois minutos ele me introduzia em sua casa, convidou-me a sentar e, quis saber como anda o trabalho de construção do Grupo Escolar de Casca. Ante a minha resposta, ficou contente e satisfeito e pediu-me para enviar-lhe a planta dos dois pavimentos, como também da fachada principal e da lateral e a planta baixa do prédio. Prometi enviar tudo e, agradecendo a atenção, retirei-me. 27 – Finalmente, entreguei ao presidente da comissão de construção do edifício de Grupo escolar Sr. Romano Zanchet o desenho e as plantas, que devem ser enviadas ao Sr. Prefeito de Guaporé.Maio - 1938
28 – Nesta data, acertei as contas do meu crédito com Romano Zanchet, presidente da comissão de construção do Grupo Escolar de Casca; na qualidade de construtor, a 10.000 diários, tendo trabalhado 36 dias, de 4 de março a 24 de maio de 1938, total do crédito: 360.000 réis.Capela de São Gotardo
PONTE
ALGUMAS PONTES & OUTRA OBRAS
Ângelo Dall´Acqua e seus filhos eram hábeis marceneiros e bastante requisitados por autoridades e vizinhos. Infelizmente não temos registros fotográficos da maioria de suas obras, mas graças as anotações feitas por Ângelo em seus diários, resgatamos algumas informações.
Janeiro – 1925
20 – Na ocasião do princípio do serviço da ponte em reconstrução do Rio Igna-Crocé,
Março – 1925
09 – Viagem para a Linha 20 (Garganta dos Polacos) a serviço das pontes.
Dias de serviço nos caixilhos das vidraças de Joaquim Meneguzzo, em março de 1925.
18 dias e ½ a 10.000 réis diários, corresponde à importância de 185.000 réis
Janeiro – 1927
17 – Viagem ao Eugênio Gatto, a serviço do projeto da ponte sobre o Rio Guavirova.
Fevereiro – 1930
10 – Por ordem do Cel. Intendente de Guaporé, me reuni com o Sr. Subintendente, Sr. Pinheiro, do 7.º Distrito de Guaporé, Júlio de Castilhos, para, de acordo com o marceneiro Giovanni Gava, irmos ao lugar onde será construída a ponte sobre o rio Sangão, para fazer a análise do trabalho de marcenaria, que faremos por 5.000.000; voltei no dia 11 do mesmo mês de Fevereiro de 1930.
18 – Às 11h, com o amigo Giovanni Gava, fui à Intendência Municipal, para conferir, com o Intendente Agilberto Maia, a respeito da construção da ponte sobre o rio Sangão, no 7.º Distrito, ponte, ou seja, o trabalho de superestrutura em madeira (inclusive a compra do madeirame, pregos, transporte e mão de obra, pelo preço de 4.625.700). Sobre esse item, ficou o Subintendente de nos dar resposta, pretendendo ele, fazer restrições quanto ao preço do trabalho, ordenando-nos, no entanto, de mandar preparar e esquadrar os 19 pranchões de 9m50cm por30X45, ao preço de 2.500 reis por metro, mais 108 pranchões de angico de 5m por 10X16, ao preço de 1.000 réis o metro.
Abril – 1930
16 – A convite, por carta com data de 15 do corrente, de João Gava, de Vila Maria, fui àquela localidade, aonde cheguei às 17h30min e, combinados, resolvemos ir ao lugar onde será construída a ponte sobre o rio Jordão, ou Sangão, e conferir com o fiscal Vittorio Moreschi o preço da jornada, trabalhando na dita ponte. O Gava estabeleceu uma jornada de 20.000 diários eu; e meu filho Alcides e o outro filho, Plínio, 15.000, e para seu peão 9.000 réis. Às 18h, retornei a casa.
21 – Às 9h, veio o capataz Vittorio Moreschi, que disse que meu filho mais velho poderia acompanhá-lo até o rio Sangão e lá trabalhar na ponte nova a 18.000 réis diários; e isso por ordem do Intendente Agilberto Maia, e que eu fosse à ponte na quarta-feira, dia 23, para trabalhar, todavia por 18.000 diários.
23 – Às 13h, parti a cavalo, chegando à noite ao trabalho da ponte sobre o rio Sangão.
24 – Quinta-feira. Comecei o trabalho na ponte.
– O filho Alcides, começou o trabalho ao meio-dia de 21, fez 1/² jornada; no dia 22, uma; no dia 23, uma; no 24, uma; no 25, uma; no 26, uma; dia 27, Domingo; no 28, uma; no 29, uma; no 30, uma.
– Em Maio, no dia 1.º, uma, no dia 2, ½ jornada; no 3, uma. Total, 11 jornadas.
– Eu fiz uma jornada no dia 24; uma, no dia 25; no dia 26, uma; 27, Domingo. No dia 28, uma, no dia 29, uma; em 30, uma; no dia 1.º de Maio, uma; ½ jornada no dia 2; dia 3, uma. Total: 8 1/² jornadas…. Com aquelas de Alcides, somam 19 1/² jornadas, correspondendo a 351.000 réis.
Maio – 1930
4 – Domingo. Tendo terminado o trabalho da ponte do rio Sangão, eu e o filho Alcides retornamos a casa.
6 – Às 14h, veio o fiscal, Sr. Vittorio Moreschi, de Guaporé, e nos trouxe a importância justa do nosso crédito, pelo trabalho na ponte do rio Sangão, em réis 351.000.
Fevereiro – 1933
6 – Segunda-feira. Junto ao Sr. Martins Piacescki, inspetor da Linha 15 de Novembro, por ordem do Subprefeito local, fui ver o que é necessário para reconstruir a ponte, que está em péssimas condições, sobre o rio Cáscara, na estrada que vai a São Domingos. Constatamos que são necessários os quatro pilares da ponte, que estão quase apodrecidos.
Setembro – 1934
3 – Segunda-feira. Hoje fui ao povoado Dr. Parobé para me encontrar com o fiscal da estrada, Sr. Vittorio Moreschi, e convidá-lo, conforme ordem recebida ontem do Cel. Agilberto Maia, para irmos juntos às Linhas 21, 23 e 24, para ver algumas pontes e pontilhões a serem construídos e verificar quanto podem custar às obras.
– Ficou estabelecido, com o mesmo fiscal, que encontrei na venda do Santo Camilotti, de irmos no dia 5 do corrente.
5 – Quarta-feira. Conforme acordo com o fiscal Vittorio Moreschi, partimos da Casca, a serviço, por ordem municipal, e viajamos pelas Linhas 21, 23 e 24, até os irmãos Bianchi. Depois de haver tomado às devidas providências na serraria dos irmãos Bianchi, sobre o preço dos pranchões de cerne de pinho a serem serrados, de 5 m de comprimento por 8 x 16, ao preço de 400 réis por metro, já colocados; de 5 ou 6 pontilhões e mais 114 pranchões para duas pontes, foi combinado que o trabalho das pontes será feito por meu filho, sob meu controle, a 8.000 réis por dia.
Junho/1927
– Construção do moinho Busato, Irmão e Cia em Casca
Março/1931
– Construção de uma casa de 8mx10m, em Passo Fundo, contratado por Girolamo Busato, da Casca, por 650.000 réis, ganhando, todavia, os gastos de alojamento.
Julho – 1931
1.º – Quarta-feira. O Prefeito Municipal de Guaporé, Sr. Agilberto Maia, de acordo com os fabriqueiros de Casca, convidou-me para dirigir os trabalhos de reconstrução das casas destruídas pelo ciclone de 21 de Junho p. passado.
– No mesmo dia, o Secretário Municipal Sr. Eduardo Mallmann autorizou-me, junto com o Escrivão Distrital Sr. José Battistella e o Pe. Don Aneto Bogni, pároco, avaliar as casas destruídas ou arruinadas e os danos gerais causados pelo ciclone do dia 21 do p. p. mês.
Março – 1938
– A convite do gerente da fábrica de banha Sr. Anacleto Roman, de Casca, fui dirigir os trabalhos da casa em construção, pertencente ao gerente da fábrica. Trabalhei os seguintes dias: 15,16,17,18,21,22,23,24,25,26. Dez dias, à razão de 16.000 réis diários, importando o total, que recebi hoje, 160.000 réis, e por mais um dia de trabalho do filho Onésimo, 12.000 réis. Total: 172.000 réis
Julho – 1938
20 – Hoje entreguei ao amigo Napoleão De Biasi a planta e o desenho da casa que construirá em breve em Muçum.
Setembro – 1941
5 – Sexta-feira. Hoje fui a Casca a convite do Subprefeito, Sr. Aristides Bernardi. Como estamos na semana da pátria, fui até a intendência, onde o Sr. Bernardi me convidou para dirigir o trabalho de construção do altar da Pátria, para realização de missa campal no próximo domingo, dia 7 de setembro, 119º aniversário da Independência do Brasil. Assim, com os operários Ângelo Zanotelli e Antônio Odorizzi, às 14 horas, começamos o trabalho na praça principal.
22 – Nesta manhã, entreguei a David Toazza a planta das duas fachadas da reconstrução da sua casa. Pelo desenho me pagou 12.000 réis.