Angelo Dall´Acqua e Marina Sbardelotto


Armário

Armário fabricado por Ângelo Dall'Acqua no início do século 20. As portas originalmente ostentavam vidro, com o tempo substituído por madeira compensada. Era usado na loja da Colomba e servia para guardar os medicamentos vendidos na época (Bálsamo Alemão, Saúde da Mulher, Biotônico Fontoura, Xarope de Angico Pelotense, Bromil, Lombricóide Indiano, Óleo de Rícino, etc...).

Dimensões:

Largura: 1,10m
Profundidade:0,40m
Altura:1,97m

Imagem do armário restaurado, voltando a ter as portas em vidro como originalmente tinha.

Bancada de marceneiro

Bancada de marceneiro usada por Ângelo DallAcqua em Casca, até o ano de 1945, quando, por ocasião de sua mudança para Ponta Grossa, foi vendida a seu sobrinho Luís Dall´Acqua, por Cr$ 160,00, conforme diário de Ângelo na data de 20/08/1945.

Segue em Casca sendo usada por Silvino Dall´Acqua. (filho de Luís).

Martelete

Martelete de ferro. Pertenceu a Ângelo Dall’Acqua. Quando sua filha Itália era pequena, ela o utilizava para bater o estuque usado por seu pai para fixar as vidraças.

Metro de Madeira

Utilizado por Ângelo em seus afazeres como carpinteiro. Certamente o usou em muitas de suas obras.

Régua de Madeira marchetada

Utilizado por Ângelo em seus afazeres como carpinteiro. Tem 60cm.

Tinteiro de Vidro

Acompanhou Ângelo Dall´Acqua em boa parte de sua vida e alimentou de tinta a pena de aço da caneta com que Ângelo escrevia seus Registros de Família.

Colcha de Crochê

Colcha de crochê que fazia parte do enxoval de Marina Sbardelotto quando de seu casamento com Ângelo Dall´Acqua em 1895, foi tecida por ela mesma.

Prendedor de papéis

Foi dado por Ângelo Dall´Acqua ao seu filho Alcides em 1952

Estribo de Boelher Para Tração

Estribo original que ficou por 6 meses no joelho de Ângelo Dall´Acqua no ano de 1945. Tração esquelética, trata-se de um método de imobilização antigo e provisório realizado através da colocação de um pino cruzando o osso e aplicando-se tração através da colocação de um peso e roldana, são feitas para manter alinhamento de fragmentos ósseas envolvidos numa fratura. Ângelo Dall´Acqua assim registrou em seus diários o acidente e o uso do equipamento ...... 22/03/1945 - Dia triste para mim! (Quinta-feira)

– Logo depois de ter tomado o café, podia ser 8h da manhã, quando saí pela porta dos fundos da cozinha, vi o nosso cão de guarda que estava dia e noite acorrentado, naquele momento o vi desacorrentado; então logo fui a buscá-lo e o atei no ferro de limpar calçados, que fica logo fora da porta dos fundos da cozinha. Não tivesse feito! Eu ainda estava de pé no mesmo lugar, quando a nora Florinda, sacudindo a toalha dos restantes pedacinhos de pão e polenta para fora da janela da varanda para os cachorros soltos, os quais logo correram para cada qual não ficar sem nada; o que estava atado pensando de estar solto, correu de carreira louca para ele também aproveitar das migalhas e que os outros não as comessem todas, o fez. Porém, tão desastradamente e tão vertiginosamente forçou, que puxou a corrente nos tornozelos de meus pés que, sem eu notar como foi, vi-me de repente caído com o flanco direito estendido no chão! Logo experimentei me levantar, mas qual! Nem podia me mexer! Vi logo que alguma coisa de grave tinha havido no interior, isto é, alguma fratura de alguns ossos.

04/04/1945

– De repente, descobriu-me o joelho direito e cobrindo-me a vista com o seu corpo, não vi o trabalho que estava a fazer; somente senti a picar, isto é, a bater, como um canteiro que pica na pedra. Isto ele batia no osso, porém não senti dor e não vi nada da operação. Somente depois de alguns minutos, afastou-se com o corpo e vi o joelho com um ferro transpassado de parte a parte; e seguro com outro ferro feito como um estribo, seguro com um forte barbante, ficou a perna suspensa. O barbante enfiado numa roldana de ferro, no alto da armação, com um saquinho de 5 kg de pedrinhas que esticavam o barbante, o qual por sua vez o joelho também.

Xale de Lã

Pertenceu à mãe de Marina, Giovanna Da Canal, tecido pelo marido, o tecelão Agostinho Sbardelotto, herdado por Ersília Dall’Acqua Bianchi, filha de Ângelo e Marina. Passado à Maria Astolfi por Gema Bianchi Primo.

Tecido provavelmente por volta de 1900.

Diploma

Em 1958, já viúva, Marina Sbardelotto Dall´Acqua, recebeu o prêmio de Mãe Abençoada por ser a moradora de Ponta Grossa com o maior número de filhos vivos, 15 no total.

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