Antônio Astolfi e Teresa Azzalini
Baú de Madeira
O imigrante Antônio Astolfi, depois de radicado na Linha Zamith (Bento Gonçalves), mandou fabricar o baú em Monte Belo para sua esposa Thereza Azzalini, em substituição àquele que, na viagem de emigração ao Brasil, fora jogado ao mar, como parte da bagagem dos emigrantes, para aliviar o peso do navio RIGHI, durante uma tempestade no começo da viagem. Estimamos o ano da fabricação por volta de 1890.
Dimensões:
Largura: 0,85m
Profundidade:0,50m
Altura: 0,57m
Garfos de Alpaca
Únicos remanescentes de um jogo trazido da Itália pelo imigrante Antônio Astolfi. De cor amarelada e bastante desgastados pelo uso, tinham a companhia da última colher, da mesma liga, que o penúltimo filho do casal Astolfi, quando ainda menino, irritado com aquela peça fora do padrão, sempre colocada ao lado de seu prato e sem serventia para ele, que nunca tomava sopa, a fez sumir para nunca mais ser encontrada.
Balde de cobre
Foi trazido da Itália por Antônio Astolfi em 1885 e foi usado para ajudar a apagar o incêndio nos porões do navio Righi na viagem de emigração. Quando a nona Tereza Azzalini se mudou para a casa do filho José Astolfi, levou-o consigo. Hoje está com Tito Camerini, de Novo Hamburgo.
José Astolfi contou inúmeras vezes aos seus filhos, em noites de inverno, em torno do fogão a lenha, a história do balde, que ele, emocionado, ouviu de seus pais no tempo de menino. E foi a partir dessa história que os filhos de José e Itália Astolfi, de Guaporé, passaram a reverenciar o balde como um elemento construtor da própria identidade.